17 de abr de 2012

Sobre o fim do malandro





O fim do malandro... o fim ou apenas uma grande mudança de estilo.  Tal como a música que nos diz, a decepção daquele que foi até a Lapa e se frustrou por não encontrar algo que ele pensou que encontraria, a malandragem dos tempos de outrora, mas, estava, então, tudo diferente, tudo tão... modificado.

A malandragem foi moldada, foi padronizada dentro de uma sociedade pseudo-hipócrita-conservadora, o malandro agora trabalha, agora tem família, agora tem capital...
Toda a música prende o malandro, antes libertino e pejorativo em si mesmo, de vestimentas características e todo o seu jogo, no agora normal e casado homem de família trabalhador.

A malandragem foi deixada para trás tal como era e vendo tal como é agora, antes o pejorativo malandro, mil vezes ele, do que os atuais.

E então, não é desse novo malandro e do antigo talvez, que se retrata na ópera do malandro? o que tenta ascender e aquele que não entende tal.


Uma pequena disputa, como sempre na base da aposta, na base da competição, do aquele e então sumido malandro, que não mais fazia jus ao seu espaço, ao seu território, o novo e o velho malandro e tudo mais.

Por fim, fazendo ou não parte de um todo dito aqui, a tentativa do retorno do malandro...a praça o espera



Levando esse tipo essa ideia para outros meios podemos fazer inúmeras comparações de situações de mudanças e suas tentativas de rebeldias para retornar, avançar ou simplesmente mudar. O fim do malandro decepciona aquele que o queria homenagear, o novo talvez se sinta bem por não fazer mais parte daquilo, do covil, a volta é pedida então por alguns.
Parece-me, então, que sempre, em tudo, as coisas são assim. O novo, não pesado se é bom ou ruim, a resistência e os aleatórios.

 O fim do malandro talvez não importe, não para você, talvez só para mim. O fim não só do malandro talvez não importe para você, talvez só para mim.
Apenas vejo que por mais que queiramos mudanças, sermos diferentes do outro de agora ou do outro do passado, parece-me , irremediavelmente, que somos sempre iguais a todos que já passaram por aqui.
O fim do malandro foi apenas uma desculpa para falar da minha decepção.

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