21 de mar de 2012

Sobre setas e alvos



Essa música é incrivelmente devastadora para mim. Sim! Não sei se eu penso exatamente como um dos polos do eu-lírico da música, mas eu tento o máximo possível.
Esse extremo oposto do meu eu, do m'eu apenas. Esse extremo oposto que me afasta mas que me puxa para perto ao mesmo tempo. Quero sempre lembrar que não adianta "fugir" pois o meu "eu" vai estar sempre no s'eu, inevitavelmente...

Não é tão fácil simplesmente pegar uma parte da música e falar sobre, pois toda ela tem muita verdade, tem muito do que eu penso e do que eu vivi e do que vivo. Toda a música fala da quase frustração levemente desesperadora. A frustração de ser a parte que se joga enquanto a outra se guarda. De ser a coragem enquanto a outra é medo. A frustração de ir para o desconhecido enquanto a outra quer apenas ter tudo palpável.

Não falo de uma situação especial, falo de tudo de todos.

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